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Inteligência Artificial, Arte e Indigeneidade: Notas Sobre Os Autores

Inteligência Artificial, Arte e Indigeneidade
Notas Sobre Os Autores
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Notes

table of contents
  1. Título
  2. Dedicatória
  3. Sumário
  4. Lista De Figuras
  5. Notas Sobre Os Autores
  6. Agradecimentos
  7. Introdução
  8. Parte 1
  9. Capítulo 1
  10. Capítulo 2
  11. Capítulo 3
  12. Capítulo 4
  13. Capítulo 5
  14. Capítulo 6
  15. Parte 2
  16. Capítulo 7
  17. Capítulo 8
  18. Capítulo 9
  19. Capítulo 10
  20. Capítulo 11
  21. Capítulo 12
  22. Parte 3
  23. Capítulo 13
  24. Capítulo 14
  25. Capítulo 15
  26. Capítulo 16
  27. Capítulo 17
  28. Capitulo 18
  29. Conclusão
  30. References

Notas obre os autores

Azul (Nicolás Jiménez Reyes) é um artista visual de ascendência Mapuche. Natural de San Antonio, é membro da Associação Indígena Calaucan e da comunidade Huenupe Llanquinao. Formado em artes visuais pela Universidade de Playa Ancha, em Valparaíso, Azul foi reconhecido em 2020 pela Corporação Nacional Indígena do Chile por sua trajetória artística. Sua obra busca recuperar e revalorizar a cosmovisão Mapuche a partir de uma perspectiva contemporânea, combinando símbolos, formas e cores inspirados na natureza com uma estética cósmica e espiritual. Azul já expôs seu trabalho no Chile e no exterior, no México, na Espanha e no Reino Unido.

Sandra De Berduccy (aruma) é artista, pesquisadora e especialista em tecelagem andina. Atualmente, ela está concluindo seu doutorado no Programa Interdisciplinar de Doutorado em Humanidades da Universidade Finis Terrae, no Chile, e também é professora do programa de mestrado em Arte e Tecnologia da Escola Politécnica do Litoral, no Equador. Nascida em Oruro, na Bolívia, a pesquisa e a prática artística de aruma têm suas raízes nas práticas têxteis tradicionais andinas e em sua relação com a arte das novas mídias. Ela cria instalações têxteis vibrantes e complexas que buscam explorar a tradição têxtil andina por meio da ciência e da tecnologia. Seu trabalho já foi apresentado em exposições coletivas em todo o mundo e ela realizou exposições individuais na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos e Reino Unido.

Sebastián (Sebas) Gerlic se considera um ‘promotor da diversidade cultural’ comprometido com o reconhecimento, por meio de seu trabalho, dos valores biocêntricos essenciais para o bem viver planetário. Nascido na Argentina, formou-se como cineasta antes de se mudar para o Brasil em 1994. Ele é um dos fundadores da Thydêwá, uma ONG dirigida por quatro pessoas indígenas de três grupos étnicos diferentes, além de Sebastián, que é o único membro não indígena da equipe. Nos últimos vinte e cinco anos, a Thydêwá produziu mais de trinta filmes e trinta livros por meio do trabalho colaborativo com comunidades indígenas de toda a Abya Yala/América Latina. Esse trabalho estimula a apropriação consciente das tecnologias, explora a inteligência ancestral, investiga as conexões entre os sistemas de conhecimento indígenas e os desafios contemporâneos e promove a inteligência humana coletiva compartilhada em torno das fogueiras, tanto reais quanto digitais.

Tadeu Kaingang (Tadeu dos Santos) pertence ao povo indígena Kaingang, localizado no sul do Brasil, e recentemente recebeu o nome indígena Tã No, que significa ‘relâmpago’ na língua Kaingang. É um artista visual cuja obra estabelece uma ponte entre o conhecimento ancestral e as práticas contemporâneas, enraizada na cosmologia Kaingang e sensível à sua espiritualidade e conexão com a natureza. Seu trabalho explora temas como território, memória e identidade indígena por meio da pintura, do desenho e da colagem digital, desafiando os estereótipos coloniais e reafirmando a presença indígena no Brasil contemporâneo. Tadeu faz parte da dupla artística Coletivo Kókir (que significa ‘fome’ em Kaingang), ao lado de Sheilla Souza. Eles realizaram muitas exposições no Brasil e no exterior, incluindo a mostra ‘Histórias Indígenas’ do Museu de Arte de São Paulo (MASP) em 2023-24.

Nhenety Kariri-Xocó (José Nunes de Oliveira) é um escritor, contador de histórias e pensador indígena, especializado em temas relacionados à cosmovisão, à memória e aos conhecimentos tradicionais. É Guardião das Tradições do povo Kariri-Xocó, que habita as margens do rio São Francisco/Opará, no estado de Alagoas, Brasil. Desde 2005, ele vem explorando a interseção entre a sabedoria ancestral e a tecnologia, e mantém um blog com mais de duas mil postagens. Nhenety também é autor de inúmeros contos e poemas. É um dos membros fundadores da ONG Thydêwá, onde atua como pesquisador e consultor em conhecimentos indígenas e inteligência ancestral, e contribuiu com quatorze capítulos para os livros multiétnicos da Thydêwá. Sua escrita busca afirmar a presença indígena e promover um diálogo entre a tradição e as culturas digitais contemporâneas.

Dave Lynch é um artista que mora na floresta com sua família em Yorkshire, no Reino Unido. Ele busca compartilhar experiências que reconectem nossos corpos, enredados no mundo digital, com a natureza. Do outro lado das colinas dos Peninos, Sam Hallas é designer de informação. Juntos, eles fazem parte do colectivo Immersive Networks [Redes Imersivas], uma rede premiada de artistas, tecnólogos, cientistas e acadêmicos na vanguarda da pesquisa global sobre transferência de conhecimento, que utiliza o corpo humano para ampliar os limites das formas de conhecimento encarnadas e inspirar a ação coletiva.

Thea Pitman é professora de Estudos Latino-Americanos na Universidade de Leeds, no Reino Unido. Sua pesquisa se concentra na produção cultural digital na América Latina, com ênfase especial nas apropriações indígenas das novas mídias. Ela publicou vários livros, entre eles Latin American Identity in Online Cultural Production [A identidade latino-americana na produção cultural online] (Routledge, 2013) e Decolonising the Museum: The Curation of Indigenous Contemporary Art in Brazil [A descolonização do museu: a curadoria da arte contemporânea indígena no Brasil] (Tamesis, 2021). Thea é inglesa, natural de Worcestershire, e atualmente mora em West Yorkshire com sua família e seu cachorro, Ed. Ela reconhece sua própria posição como mulher branca não indígena que trabalha em uma prestigiosa universidade do Norte Global e, por meio de sua pesquisa, se empenha em compartilhar os benefícios dessa plataforma com os demais. Mantém uma relação de trabalho de longa data com a ONG Thydêwá.

Alex Potiguara (Alexsandro Cosmo de Mesquita) é atualmente pesquisador visitante na Universidade de Leeds e, anteriormente, foi pesquisador visitante na Universidade de Sheffield, com o apoio da Digital Good Network [Rede para o bem digital], financiada pelo ESRC (Conselho de Pesquisa Econômica e Social do Reino Unido). Ele colabora há muito tempo com a ONG Thydêwá. Alex pertence ao povo Potiguara, que habita ao longo da costa da Paraíba, no norte do Brasil. Possui doutorado em tecnologias inteligentes e design digital pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), onde faz parte da equipe ampliada de coordenação do Programa Pindorama para a inclusão indígena. Sua pesquisa se concentra nos povos indígenas e nas tecnologias digitais, incluindo a IA generativa.

Andreas Rauh é professor adjunto na Faculdade de Comunicação da Universidade da Cidade de Dublin, na Irlanda. Sua pesquisa situa-se na interseção entre mídias emergentes, som e música, plataformas on-line e IA generativa, com especial atenção às implicações dessas áreas para a produção cultural. Seu trabalho examina questões de autonomia, autoria, trabalho criativo e produção cultural nos meios de comunicação contemporâneos e nas indústrias digitais, combinando teoria crítica com pesquisa baseada na prática. Andreas é autor de publicações acadêmicas tradicionais e aproveita sua experiência como músico eletrônico para produzir trabalhos baseados na prática nas áreas de design de som e arte sonora, entre os quais se incluem Sincronia Sonora (2019) com a ONG Thydêwá, Taipa de Mão (2024) e Sounding Owenmore (2025). Nascido e criado no Brasil, ele mantém-se atento às questões de desequilíbrio estrutural, (des)representação e às complexidades de transitar pelas fronteiras socioculturais.

Lucian de Silenttio (Lucio Torrez Soria) nasceu na comunidade Aymara de Pizacaviña, na província de La Paz, na Bolívia, e atualmente reside em El Alto, nos arredores de La Paz. Ele estudou educação e filosofia na Universidade Mayor de San Andrés e é apaixonado por linguística: fala fluentemente Aymara e espanhol e tem conhecimentos de francês, alemão, inglês, latim e grego antigo. É um artista e organizador cultural cuja prática abrange fotografia, pintura, design de moda e reflexão filosófica. Em seu trabalho, ele busca entrelaçar tradição e tecnologia em um diálogo de resistência e renovação. Lucian lidera iniciativas de educação comunitária, incluindo oficinas para explorar as possibilidades criativas da Inteligência Artificial. Ele ganha a vida como pedreiro-chefe.

Mariela Tulián é Casqui Curaca (a máxima autoridade política e espiritual) do povo indígena Tulián de San Marcos Sierras, província de Córdoba, Argentina. Ela também é escritora, pesquisadora e professora. Mariela é membro do Conselho Educativo Autônomo dos Povos Indígenas da Argentina, secretária da Região Sul do Conselho de Anciãs, Anciãos e Guias Espirituais da América, e foi reconhecida como uma representante indígena fundamental no que diz respeito à pesquisa no Arquivo Histórico da província de Córdoba. Como autora, publicou vários livros da série La Pequeña Francisca, que são utilizados em escolas por toda a Argentina.

Haylly Zamora Aray é uma artista de ascendência Wichí (do norte da Argentina) por parte de pai e de ascendência Kari’ña (da Venezuela) por parte de mãe. Ela mora perto da cidade de Resistencia, na província do Chaco, no nordeste da Argentina. Considera que os artistas servem de pontes para expressar a inteligência coletiva e, a partir dessa perspectiva, assume o compromisso artístico de transformar as narrativas sagradas Wichí em forma visual. Sua obra reflete um profundo diálogo entre as histórias ancestrais e as formas de expressão contemporâneas, afirmando a vitalidade das cosmovisões indígenas por meio da arte.

O livro também inclui imagens criadas pelas seguintes pessoas, bem como algumas de suas próprias obras de arte:

Aymar Ccopacatty é um artista Aymara que trabalha com escultura, têxteis, performance e instalação, além de ser professor e organizador comunitário. Originário do Peru, mudou-se para os Estados Unidos quando era criança.

Kuenan Mayu (anteriormente Kuenan Tikuna) é uma artista, modelo e ativista trans pertencente aos povos Tikuna e Tariano, localizados no estado do Amazonas, no Brasil, na fronteira com a Colômbia. Sua arte reflete sua cosmovisão, na qual a natureza, os espíritos ancestrais e os seres humanos coexistem em constante transformação, e na qual a identidade de gênero é intrinsecamente fluida.

Loreto Millalén é uma artista têxtil, tintureira e gravadora Mapuche, além de dançarina e poeta, que luta pelo reconhecimento dos povos indígenas do território do Wallmapu. Ela é a fundadora da Escola e Oficina de Arte Têxtil Mapuche Ad Llallin.

Horacio Montes de Oca Ayala é artista, designer gráfico e educador intercultural. Originário da região andina da Bolívia, vive no território Lafkenche (Mapuche) do Chile desde a infância. É diretor do Suma Qamaña, um grupo multiétnico focado na cosmovisão e na espiritualidade indígenas.

Kadu Tapuya (anteriormente Kadu Xukuru) é um artista visual e cineasta indígena que trabalha principalmente com técnicas de colagem digital para explorar o conceito do futurismo indígena. Ele também é ativista e membro de destaque do Movimento da Retomada Mata Sul Indígena no estado de Pernambuco, Brasil.

Wera Moru Tupi-Guarani é um dos Morubixabas (líderes políticos e espirituais) e fundadores da comunidade Tupi-Guarani da Aldeia Tabaçu Reko Ypy, no estado de São Paulo, Brasil. Ele também é cineasta, produtor audiovisual, ator e fotógrafo.

Ayra Ymboré é cacica (líder política) da comunidade Ymboré da Aldeia do Cachimbo, em Ribeirão do Largo, no sul do estado da Bahia, Brasil, e já colaborou com a ONG Thydêwá em vários projetos anteriores.

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